Defesa em direito penal econômico, investigações internas e compliance regulatório

Investigações de grand jury

Assessoria a empresas e pessoas físicas em investigações e intimações de grand jury ("grande júri") federais.

Overview

Uma intimação de um grand jury federal costuma ser o primeiro indício de que uma empresa ou pessoa física está sob investigação criminal. O procedimento do grand jury é sigiloso e unilateral: o procurador controla o que o grand jury vê, e o alvo não tem direito de apresentar defesa, inquirir testemunhas ou sequer comparecer, salvo se convocado. Essa assimetria torna essencial contar com representação jurídica experiente desde o estágio mais inicial possível.

Nossos advogados conhecem o procedimento do grand jury sob ambas as perspectivas. Adam Fels coordenou investigações de grand jury como AUSA durante treze anos. Daniel Fridman atuou como Senior Counsel do Deputy Attorney General, supervisionando a coordenação do combate a fraudes na área da saúde. Esse conhecimento institucional orienta a forma como assessoramos os clientes desde o momento em que a intimação chega.

Our Approach

O passo mais importante após o recebimento de uma intimação de grand jury é uma avaliação rápida e precisa do status do cliente (alvo, investigado ou testemunha) e a decisão sobre como interagir com os procuradores. Comunicamo-nos diretamente com o AUSA responsável pela investigação, avaliamos o alcance da intimação à luz das normas e dos privilégios que possam limitá-la e estruturamos a resposta documental de forma a proteger os interesses do nosso cliente.

Representative Experience

White Collar & Government Investigations

  • Investigação de grand jury envolvendo questões de segurança nacional

    Assessorou a empresa em suas respostas a intimações do grand jury em uma investigação do DOJ envolvendo questões de segurança nacional.

  • Testemunha de grand jury em investigação do Special Counsel

    Representação de testemunha perante o grand jury ("grande júri") na investigação do Special Counsel John Durham sobre os fundamentos da abertura da apuração da interferência russa na eleição presidencial dos EUA de 2016, com condução de investigação e preparação do cliente para o depoimento perante o grand jury.

Frequently Asked Questions

Se eu receber uma intimação de grand jury, isso significa que serei acusado?

Não necessariamente. Uma intimação pode ser dirigida a um alvo (target — alguém que os procuradores pretendem acusar), a um investigado (subject — alguém sob investigação) ou a uma testemunha (witness — alguém com informações relevantes, mas que não está sob escrutínio). Um advogado pode se comunicar com os procuradores para avaliar o seu status e elaborar respostas que protejam os seus interesses.

Sou obrigado a depor perante o grand jury se receber uma intimação?

Se você receber uma intimação para depor perante o grand jury, em regra deverá comparecer, mas tem o direito de invocar o privilégio contra a autoincriminação previsto na Quinta Emenda em relação a qualquer pergunta cuja resposta verdadeira possa incriminá-lo. Se o governo quiser compelir o depoimento, pode oferecer imunidade. A decisão sobre depor ou não, e em que circunstâncias, está entre as mais relevantes de uma investigação criminal.

O advogado da minha empresa também pode me representar pessoalmente em uma investigação de grand jury?

Em geral, não, quando a sua própria conduta está em questão. O advogado da empresa representa a organização; as suas conversas com ele pertencem à empresa, que pode renunciar ao privilégio e revelá-las ao governo se isso servir aos interesses da empresa, por exemplo, para obter crédito de cooperação. Se você for mais do que uma testemunha periférica, a contratação de advogado próprio é a norma, e as empresas frequentemente adiantam esse custo.

O que devemos fazer antes de apresentar documentos em resposta a uma intimação de grand jury?

Várias medidas, nesta ordem: instituir uma ordem de preservação de documentos (litigation hold) para que nada pertinente seja alterado ou excluído; fazer com que os advogados contatem o procurador para esclarecer, e muitas vezes restringir, o alcance e o cronograma da intimação; realizar uma revisão de privilégio antes que qualquer documento saia da empresa; e documentar o processo de coleta para que a completude possa ser demonstrada posteriormente. Uma apresentação descuidada cria dois riscos ao mesmo tempo: a renúncia ao privilégio e, se documentos forem omitidos ou destruídos, a transformação de um caso documental em um caso de obstrução de justiça.

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