América Latina e atuação transfronteiriça

Compliance e investigações na América Latina

Investigações internas no Brasil, México, Argentina, Colômbia e em toda a região, conduzidas em espanhol e português.

Overview

Conduzir uma investigação corporativa efetiva na América Latina exige mais do que enviar advogados norte-americanos acompanhados de intérpretes. Os custodiantes de documentos falam apenas espanhol ou português. As testemunhas são entrevistadas sob marcos jurídicos locais que diferem da prática norte-americana. A legislação local rege o que pode ser coletado, revisado e apresentado, e um erro nesse ponto gera exposição regulatória tanto na jurisdição local quanto nos Estados Unidos.

A Fridman Fels & Soto, PLLC conduz investigações de forma nativa. Daniel Fridman e Michael Garcia realizam entrevistas, revisam documentos e se comunicam com advogados locais e reguladores em espanhol. O Sr. Fridman lê português e conduziu investigações de grande porte, incluindo a revisão de mais de 1.4 milhão de documentos em língua portuguesa no Brasil em cinco meses, sem intérpretes ou coadvogados externos para o trabalho substantivo.

O histórico do escritório em investigações corporativas na América Latina abrange os maiores casos da região: uma investigação de fraude contábil em todo o Brasil envolvendo uma companhia aberta listada nos EUA, que resultou em uma reapresentação de demonstrações financeiras de US$100 milhões (a SEC encerrou o caso sem medida de enforcement); investigações relacionadas ao Foreign Corrupt Practices Act ("Lei de Práticas de Corrupção no Exterior", FCPA) no Brasil e na Argentina envolvendo mais de US$120 milhões em supostos pagamentos; a investigação de suborno da Toshiba International, que resultou em denúncias federais e confissões de culpa em Houston; e múltiplas representações de comitês de auditoria de multinacionais com subsidiárias em toda a região.

Michael Garcia agrega uma vantagem relevante a esses casos: antes de exercer a advocacia, foi aprovado no exame de CPA com a segunda maior nota do estado da Geórgia. Essa profundidade contábil permite a interlocução direta com auditores externos e contadores forenses nas dimensões quantitativas de cada investigação, sem o atraso de traduzir as constatações por meio de intermediários financeiros.

Our Approach

Iniciamos cada investigação na América Latina com uma análise do marco jurídico específico da jurisdição: qual legislação local rege a coleta e a revisão, se restrições da legislação trabalhista local afetam as entrevistas de testemunhas, quais doutrinas de sigilo profissional se aplicam às comunicações com advogados locais e como as leis penais locais interagem com a exposição a enforcement nos EUA.

A estratégia de entrevistas é construída em torno do contexto cultural e institucional específico de cada país. Uma entrevista de testemunha no Brasil envolve dinâmicas diferentes (no direito, na prática e na cultura) das de uma entrevista no México ou na Argentina. Já conduzimos centenas de entrevistas em toda a região e desenhamos nossa abordagem em conformidade com essa experiência.

Atuamos em coordenação com advogados locais de destaque em cada jurisdição (relacionamentos de longa data, não indicações ad hoc) para administrar exigências processuais locais, interações com reguladores e a preservação de provas em conformidade com a legislação local.

Representative Experience

Latin America & Cross-Border

  • Discovery sob a Section 1782 para detentores de títulos da Oro Negro

    Representação dos detentores de títulos da Oro Negro em esforço transfronteiriço ativo para rastrear pelo menos US$27 milhões desviados de sociedades de propósito específico que detinham títulos vinculados a plataformas de perfuração de petróleo da Pemex na costa do México, utilizando a Section 1782 do 28 U.S.C. para compelir discovery nos Estados Unidos, inclusive discovery buscada contra os advogados da parte contrária, Quinn Emanuel, relativa a cerca de US$8 milhões rastreáveis a contas dos clientes.

  • Investigação interna no escândalo de suborno dos cuadernos na Argentina

    Condução de investigação interna de empresa argentina de energia implicada no escândalo argentino de propinas em dinheiro (cuadernos, ou cadernos), que convenceu os auditores da empresa de que os recursos da companhia não haviam sido utilizados para o pagamento de propinas.

  • Investigações internas transfronteiriças para multinacionais

    Condução de investigações internas no Brasil, na Argentina, no México, na Colômbia e no Reino Unido para subsidiárias de empresas de capital aberto norte-americanas e europeias, envolvendo corrupção internacional, fraude contábil, violações do Bank Secrecy Act, falhas de compliance em prevenção à lavagem de dinheiro e má conduta de altos executivos, com representação de empresas e comitês de auditoria perante a SEC, o DOJ e outras agências.

Frequently Asked Questions

Quais leis dos EUA geram exposição por condutas na América Latina?

O Foreign Corrupt Practices Act alcança qualquer empresa norte-americana, cidadão norte-americano ou empresa listada em bolsa nos EUA, independentemente de onde a conduta ocorra. O FCPA proíbe pagamentos corruptos a funcionários públicos estrangeiros e impõe exigências de livros e registros e de controles internos. Além do FCPA, o Bank Secrecy Act, as leis de lavagem de dinheiro e as leis de sanções econômicas podem alcançar condutas na América Latina. As obrigações de divulgação perante a SEC incidem sobre eventos materiais onde quer que ocorram.

Qual é o benefício de uma divulgação voluntária ao DOJ ou à SEC por condutas descobertas em uma investigação na América Latina?

Sob a FCPA Corporate Enforcement Policy do DOJ (Departamento de Justiça dos EUA) e o marco de cooperação da SEC, empresas que divulgam voluntariamente, cooperam plenamente e adotam medidas de remediação podem receber benefícios significativos, incluindo o arquivamento do caso (declination), penalidades reduzidas e non-prosecution agreements ("acordos de não persecução"). O benefício depende da natureza da conduta, da completude da divulgação e da qualidade da remediação. A decisão de divulgar é irreversível e deve ser tomada com análise completa da exposição criminal e cível em todas as jurisdições afetadas.

Documentos coletados em uma investigação na América Latina podem ser apresentados a reguladores dos EUA?

Sim, mas a resposta depende dos fatos. Diversos países latino-americanos, incluindo o Brasil, possuem leis de localização de dados e de privacidade que restringem transferências transfronteiriças de dados. A legislação trabalhista local pode afetar quais comunicações de empregados podem ser coletadas. As doutrinas de sigilo profissional variam entre as jurisdições. Um documento protegido por sigilo sob o direito dos EUA pode não estar protegido sob a lei local, e vice-versa. Analisamos as exigências de cada jurisdição antes de iniciar a coleta.

Qual é o cronograma e a estrutura típicos de uma investigação interna na América Latina?

O escopo e o cronograma dependem do porte do caso e das jurisdições envolvidas. O escritório liderou, no White & Case, uma investigação em todo o Brasil que envolveu a revisão de 1.4 milhão de documentos e a realização de 70 entrevistas de testemunhas em cinco meses. Investigações de escopo menor podem ser concluídas em semanas. A estrutura segue fases padrão: preservação e coleta de documentos, revisão e análise, entrevistas de testemunhas e relatório de constatações, mas a complexidade substantiva é maior do que em uma investigação doméstica.

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